• Sílvia Vilas

Não escutar...


A semana passada escrevi sobre pequenos passos em falso que podem impedir uma comunicação assertiva com os outros. Enumerei alguns desses passos para que possamos estar mais conscientes dos mesmos.


No entanto, levantar problemas sem apresentar soluções não ajuda muito e por isso gostaria de deixar algumas pistas para melhor abordar situações como as que referi, sabendo que são apenas uma base de ajuda.


Não o irei fazer num único texto porque gostaria que cada um deles pudesse ser pensado com calma e de forma construtiva.


Espero que sejam úteis e que, acima de tudo, sirvam de pontos de partida para novas ideias.


Hoje abordarei o facto de não escutarmos a outra pessoa. O facto de já estarmos a pensar na nossa resposta enquanto ela ainda está a dizer o que pensa. Ou o facto de a interrompermos assim que alguma coisa não é do nosso agrado.


Por muito que nos custe temos mesmo de ouvir o nosso interlocutor até ao fim. Muitas vezes, quando deixamos o outro falar e o ouvimos com atenção, ele deixa indícios que nos ajudam a percebê-lo melhor, a conhecer melhor a sua forma de pensar e comunicar.


Ao escutarmos verdadeiramente o outro, também temos tempo e oportunidade de ajustar o nosso discurso aos seus desejos e necessidades. É importante compreender que se queremos persuadir alguém de alguma coisa, temos de nos adequar à sua linguagem e às suas necessidades, esse deve ser o nosso foco.


Com este conhecimento podemos mais facilmente encontrar a melhor forma de lhe fazer chegar a nossa mensagem. Só procurando entender bem a pessoa que está do outro lado, poderemos ter esperança de atingirmos os nossos objetivos na comunicação interpessoal.


Vamos escutar com mais atenção?

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